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Curiosidades

Curiosidades Técnicas:


  • Qual a parte mais complicada da conversão? (por Daniel Caetano)
    • Nesta minha segunda conversão, certamente a parte mais difícil foi o carregamento do jogo. O jogo era todo compactado na fita, e era descomprimido pelo carregador, mas isso era feito de uma forma bastante confusa. Era impossível estabelecer a correlação necessária entre código fonte e código carregado. Então o processo teve de ser revertido, os dados expandidos "na marra" e depois recomprimidos no carregador final de MSX.

      Houve um ou outro aspecto desafiador, mas envolvendo melhorias no jogo, como por exemplo a inclusão de suporte à mouse. Não era possível usar a BIOS/SubROM por duas razões:

    • Ficaria lentíssimo, já que o jogo destrói vários aspectos vitais ao chaveamento de slots do MSX-DOS e boa parte do MSX-DOS teria de ser restaurado a cada leitura de mouse.
    • Não funcionaria em MSX1, já que a BIOS do MSX1 não suporta mouse
    • Estes fatos forçaram o desenvolvimento de um driver de mouse que funcionasse em todos os MSX, do MSX1 a 3.57MHz até um OCM a 20MHz. Esta parte não foi tão simples, dado que a documentação sobre acesso direto para a leitura do mouse é bastante esparsa.


  • Como o jogo mantém a fluidez de simulação e interatividade com o usuário? (por Daniel Caetano)
    • Para minha grande surpresa, me deparei com algo que jamais pensei ver em um jogo de um micro de 8 bits: multitarefa. O jogo implementa um sistema de task-switch preemptivo, usando a interrupção de vídeo como ativador da troca de contexto. O sistema é bastante bem feito, e simples, usando multiplas pilhas: quando ativada a troca de contextos, a pilha atual é trocada na interrupção e, ao sair da interrupção, a execução já está em outro processo. Em alguns momentos (quando a simulação está em pausa), esta troca de contexto é desativada.

      Até onde pude perceber, o jogo tem 3 processos em paralelo, sendo um deles responsável pela simulação, outro para a animação do mapa e outro pra a interação com o usuário. Posso estar enganado quanto à função de algum dos processos (não fiz essa análise a fundo), mas um certamente é relativo à simulação, em paralelo com a interação com o usuário. Isso permite uma interação constante com uma simulação constante, fluida, sem slow-downs e sem a necessidade de implementar o jogo em turnos.


  • Por que as cores do jogo diferem das do ZX Spectrum em MSX1? (por Daniel Caetano)
    • Em geral, os jogos adaptados para MSX1 diferem um pouco em colorização. Como no Ghosts'n Goblins, tentei tornar as mudanças mínimas e com a alteração mais agradável possível, sem perda de cores ou definição. No modo MSX2, entretanto, a conversão de cores foi feita para melhorar o visual, torná-lo mais próximo ao visual do SimCity em outros equipamentos. Pela mesma razão do Ghosts'n Goblins, a conversão da palheta é dinâmica.


  • Anteriormente foi dito que não era possível um jogo de Spectrum ficar tão rápido no MSX. Agora SimCity foi convertido com velocidade "full". Como se explica isso? (por Daniel Caetano)
    • SimCity é um jogo muito complexo e grande parte do tempo de CPU é gasto com tarefas que nada têm a ver com o vídeo... sendo a atualização do vídeo feita com menos freqüência que em um jogo de ação. Na adaptação o update da tela é feito em 6 etapas, uma em cada interrupção, o que faz com que a tela seja atualizada no total 10 vezes por segundo. A este framerate a perda de velocidade é bem minimizada, mas ainda existe.

      Entretanto, foi possível otimizar algumas rotinas do jogo, que faziam trabalho replicado desnecessário, além de mudar o ponteiro do mouse de shape para sprite. Como as rotinas do Spectrum que realizavam este processo não eram as mais eficientes do mundo, o ganho de desempenho aí foi substancial. Com isso, a velocidade do jogo a 3.57MHz acabou ficando bem próxima da velocidade do jogo no Spectrum. A 7.16MHz foi necessário incluir temporização com HALT, para evitar que o jogo ficasse muito rápido, ficando o jogo na velocidade esperada.


  • De onde veio a música do jogo, que eu nunca havia visto no Spectrum? (por Daniel Caetano)
    • A música veio do próprio jogo de Spectrum. Por alguma razão que foge ao meu conhecimento, parece que a música nunca rodou nos emuladores e, talvez, nem rode em todos os Spectrum 128; em muitos destes, ao tentar carregar o jogo no modo 128 (em que a música tocaria), ocorre um reset, sendo necessário rodar o jogo no modo 48K, sem música. No MSX, entretanto, se houver 128K de Mapper, o jogo entrará com a música normalmente, mesmo em MSX1 (lembrando que a BIOS precisa estar modificada para que isso funcione), não havendo bugs conhecidos nesta parte.


  • Por que mapper e não megaram? (por Daniel Caetano)
    • Porque a mapper é a extensão de RAM padrão do MSX e porque facilitava a adaptação, já que a mapper funciona de maneira muito similar ao mapeamento do Spectrum (sendo a mapper do MSX muito mais flexível, claro).



    Curiosidades Não-Técnicas:


  • Quais as músicas que foram "tema" do desenvolvimento? (por Daniel Caetano)
    • A música de PSG do próprio jogo.


  • Qual era a alimentação durante o desenvolvimento? (por Daniel Caetano)
    • Nenhuma, foi na correria (não dava tempo de comer).


  • E a bebida oficial do projeto? (por Daniel Caetano)
    • Guaraná Ideal.


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    19/03/2008


    # Liberado o SimCity Versão 1.0.0!


    11/03/2008


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    11/02/2008


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